Passa-se o ponto

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Bom, enrolei o que pude antes de anunciar o inevitável: este Não me Culpem pelo Aspecto Sinistro está baixando as portas.

Primeiro, porque um raio dum pau no Banco de Dados SQL sumiu com as imagens de cinco anos de posts; reinseri-las na unha (por mais que tivesse chegado a cogitar tal coisa) está, naturalmente, fora de questão.

Segundo, porque o UOL, onde hospedei o blog no mesmo período, andou querendo aprontar comigo na mesma proporção do que gasto com eles mensalmente. Talvez eu migre o conteúdo para outro host, mas isso ainda não é certo.

Terceiro, porque – e esta é uma boa razão – será um estímulo para eu colaborar com mais frequência no Brasil Post, onde cometi uns poucos textos nos últimos meses. Além de novos posts, minha intenção é reviver por lá alguns dos melhores deste finado. A gente pode se acostumar com a morte, mas não lidamos bem com a ideia de que o que andamos despejando na nuvem, em nosso nome, possa vir a desaparecer, como se nem tivesse existido.

Então, antes que esta página se apague (brrr), convido os eventuais interessados a visitar meu secos & molhados lá no Brasil Post (clique aqui). Favoritem, curtam, sigam.

Nos vemos. Abraços e beijos a todos.

Fora da Matrix

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O site britânico FatBrain, de compra e venda de livros usados, fez uma pesquisa para saber os motivos de quem prefere os físicos aos digitais. O resultado vai no infográfico acima. No topo, estão razões mais afetivas (falei disso aqui). Na sequência: é melhor para aprender, pode ser emprestado, tem design bacana, pode ser revendido, é legal para colecionar, é o único que dá para presentear, comprar em livraria não tem comparação, tem aquele (indefectível) cheirinho. E, por fim, é joia para se exibir por aí.

[Via Book Patrol]

Hexabook

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Impresso na Alemanha no século 16, este livro devocional pertencente à Biblioteca Nacional da Suécia é uma engenhoca notável: com fechos independentes, ele reúne seis textos que podem ser lidos de maneira independente – basta saber onde abrir. Parece coisa de Guilherme de Baskerville.

[Via Colossal]

Você, você e você

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Em um dos ensaios de Medo, Reverência e Terror (Companhia das Letras, 200 págs., R$ 39,50), Carlo Ginzburg analisa o sucesso publicitário dos cartazes patrióticos do seu-país-precisa-de-você. Embora o do Tio Sam seja o mais conhecido entre nós, essa é uma história que começa na Inglaterra. O primeiro a apontar o dedo em perspectiva (boa sacada) foi o secretário da Guerra, Lorde Kitchener, conclamando os súditos da rainha a se alistarem nas fileiras da Primeira Guerra Mundial. O sucesso foi tal que a ideia acabou replicada várias vezes, por diferentes países e ideologias: a Rússia comunista (o dedo ali é de Trotsky), os Estados Unidos, a Alemanha e a Itália, todos naqueles mesmos anos turbulentos.

As palavras e as coisas

Ji Lee nasceu na Coreia do Sul, cresceu no Brasil e atualmente vive em Palo Alto, na Califórnia, onde é diretor criativo do Facebook. O vídeo acima é o trailer do seu novo livro, Word as Image (Perigee Trade, 208 págs., US$ 14), em que ele traduz cerca de 100 palavras em imagens, usando apenas as letras que as formam. Tem alguma nova sugestão? Poste aqui.

(Publicado em 20/10/2011)

Retratos em vinil

Retratos em vinil

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Tem uma onda na internet de gente fazendo retratinhos de celebridades pop com materiais pouco ortodoxos. Um faz com queijo, outro com vinho — sem sacanagem, são coisas separadas, não cardápio prum dia de frio entre amigos. Apesar de algo engenhoso, têm um certo gosto (estético, friso) duvidoso, mas está aí o Vik Muniz com sua geleias e chocolates para provar que dá surfar nessa quase nova era sem tintas. Entre os escultores, tem uns excêntricos que picotam várias listas telefônicas para montar verdadeiros totens; outros michelangelos acham a cara da personalidade nas páginas de um livro.

Entre os que me parecem mais simpáticos está a série acima, feita pelo designer Alejandro de Antonio para o projeto Materiais Não-Convencionais da espanhola Art Room.

(Publicado em 5/10/2011)