Passa-se o ponto

the-reader

Bom, enrolei o que pude antes de anunciar o inevitável: este Não me Culpem pelo Aspecto Sinistro está baixando as portas.

Primeiro, porque um raio dum pau no Banco de Dados SQL sumiu com as imagens de cinco anos de posts; reinseri-las na unha (por mais que tivesse chegado a cogitar tal coisa) está, naturalmente, fora de questão.

Segundo, porque o UOL, onde hospedei o blog no mesmo período, andou querendo aprontar comigo na mesma proporção do que gasto com eles mensalmente. Talvez eu migre o conteúdo para outro host, mas isso ainda não é certo.

Terceiro, porque – e esta é uma boa razão – será um estímulo para eu colaborar com mais frequência no Brasil Post, onde cometi uns poucos textos nos últimos meses. Além de novos posts, minha intenção é reviver por lá alguns dos melhores deste finado. A gente pode se acostumar com a morte, mas não lidamos bem com a ideia de que o que andamos despejando na nuvem, em nosso nome, possa vir a desaparecer, como se nem tivesse existido.

Então, antes que esta página se apague (brrr), convido os eventuais interessados a visitar meu secos & molhados lá no Brasil Post (clique aqui). Favoritem, curtam, sigam.

Nos vemos. Abraços e beijos a todos.

Laranja Mecânica para Nintendo

O povo do CineFix fez essa versão de Laranja Mecânica, de Stanley Kubrick, como se fosse um game Nintendo de 8 bits. São reincidentes à beça: o canal desses caras no YouTube já conta com versões de O Grande Lebowski, O Iluminado, Pulp Fiction Blade Runner, entre outros. À guisa de defesa, podem argumentar que outros andaram fazendo dessas coisas antes, como já publicado aqui, por exemplo.

[Via Laughing Squid]

Quem é que se entende?

Dois velhos conhecidos deste blog se conversam — e talvez se entendam. Acima, Elizabeth Taylor (sempre espetacular) e Richard Burton no comecinho de Quem Tem Medo de Virginia Woolf? (1966), filme de Mike Nichols adaptado da peça de Edward Albee; abaixo, o judeu sefardita-búlgaro-inglês-suíço Elias Canetti em Karl Kraus, Escola de Resistência, texto que está no volume de ensaios A Consciência das Palavras (Companhia de Bolso, 328 págs., R$ 25).

Graças a Karl Kraus comecei a compreender que cada indivíduo  tem uma configuração linguística própria, que o distingue de todos os demais. Compreendi que embora os homens falem uns com os outros, não se entendem; que suas palavras são golpes que ricocheteiam nas palavras dos outros; que não existe ilusão maior do que a opinião de que a língua é um meio de comunicação entre humanos. Fala-se com a outra pessoa, mas de uma maneira que ela não entende. Continua-se a falar, e ela entende ainda menos. Um grita, o outro grita também: a exclamação, que tem uma vida miserável na gramática, apodera-se da língua. Como bolas, as exclamações saltam para lá e para cá, chocam-se e caem no chão. Raramente algo do que se diz consegue-se infiltrar no outro; e, quando isso afinal acontece, é entendido às avessas.”

(Publicado em 18/11/2011)

Kirk Douglas no corredor

Retomando a série de clipes pessoais (ou nem tanto), quebro de novo a promessa de não lançar mão de filmes muito óbvios com esta cena manjada de Glória Feita de Sangue (1957), mas tudo bem. Meu álibi é a ótima exposição sobre a obra de Stanley Kubrick no no Museu da Imagem e do Som, em São Paulo – quem ainda não foi ver, que vá, segue até janeiro. Tipicamente kubrickiana (tente lembrar quantos corredores o diretor enquadrou…), ela é o destaque na sala dedicada ao filme.

Japão sempre estranho Japão

J-horror e pinku

Os cartazes são de filmes de dois gêneros em que os japoneses se tornaram especialistas: o terror (por mais bizarros que sejam as produções, elas não param de ser copiadas pelos americanos) e o pinku – ou pink, filmes de soft porn, boa parte deles de vertente sado-masoquista. Às vezes, os dois se misturam. E tome velhos loucos, fantasmas, mulheres quase sempre vítimas, vestidas de gueixa ou de estudante … E quem vai negar que alguns desses cartazes são bem bacanas?

Clique em “FS” para ver em tela cheia.