Calvin, Hamlet e Morris Albert

Bill Waterson confessou mais tarde que achava esta umas das tiras mais estranhas que já tinha desenhado, e que ele mesmo não a entendia muito bem. Mas achava engraçada, que é o que importa. Para a versão em português do monólogo de Hamlet (clique na imagem para ampliar), usei uma tradução já antiga, de 1969, assinada por F. Carlos de Almeida Cunha Medeiros e Oscar Mendes. Ah, sim, e para quem não faz a mínima ideia de quem é Morris Albert, basta dar uma olhada no verbete da Wikipedia. A música do brasileiro segue abaixo. Leia mais …

Calvin: origens

No início dos anos 80, quando começou a rabiscar uma tira sobre “um menino e seu tigre imaginário de pelúcia” , Bill Waterson tinha imaginado Calvin desse jeito — cabelo na cara, boné, estranhamento sociável e disposto a fazer caminhadas num acampamento (clique na imagem para ampliar). Até que, como ele explicou mais tarde, um santo editor lhe deu a sugestão, “óbvia”, de mostrar os olhos de seu personagem principal. Os demais ajustes vieram depois. E não é que editores, às vezes, ajudam?