Três cafezinhos

São simpáticos os livrinhos da coleção Um Café Com.., lançandos pela editora ARX, trazendo com conversas fictícias com artistas, personalidades e intelectuais. São quatro volumes: Darwin, Michelangelo, Platão e Buda – todos com 144 páginas e preço de R$ 19,90. Sim, sim, estão longe de serem profundos ou geniais. Na verdade, vendem a superficialidade como valor, coisa que considero mais honesta do que tentar  transformar ideias rasteiras em exemplos de sabedoria – o popular gato por lebre.

Além disso, a síntese proporciona, vez ou outra,  alguma declaração reveladora das ideias do autor –  seja por ênfase, seja por ilustração:

“Dramaturgos são tão propensos a fraqueza e a tolice humanas que não podem servir a um propósito útil numa sociedade esclarecida. Por isso, ainda que com pesar, eu recomendo que todos os artistas imitativos sejam banidos do Estado.” (Platão)

(…) raramente me interessei por fazer retratos (…) Embora encantadora, a face tende a ser demasiado mutável para representar qualquer essência humana duradoura (…) A face humana é como a crista da onda – admirável e até intensamente bela, mas frívola.” (Michelangelo)

Se o mundo for bem mais complexo e menos confortável que a maioria das pessoas preferiria e isso causar problemas que elas achem difíceis de resolver, não posso fazer nada a respeito. Ficaria arrasado ao pensar que elas bateriam em retirada (…) simplesmente porque não conseguem encarar as consequências de pensarem por si mesmas.” (Darwin)

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