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O Grande Gatsby no PC

2010 July 30
by almirdefreitas

Mais um livro que vira videogame: The Great Gatsby, baseado no clássico de  F. Scott Fitzgerald. Mas este, à diferença de O Inferno de Dante (aqui), parece ter poucos atrativos para os gamers tradicionais. Se alguém quiser experimentar, o fabricante oferece o download de uma versão demo jogável por 1 uma hora (aqui). Se por acaso gostar (?), pode comprar baratinho, US$ 6.99.

CCCP

2010 July 29
by almirdefreitas

São uma beleza esses cartões de Natal e Ano-Novo dos anos 60 da antiga União Soviética (clique nas imagens para ampliar). Ok, vamos esquecer que os pequenos cosmonautas nas gravuras serviam para fazer propaganda de uma ditadura em plena corrida espacial (e nuclear). Na verdade, nem é tão difícil esquecer: a cultura socialista chic do ocidente livrou toda a memorabilia soviética do estigma que recai, por exemplo, sobre a nazista. A mesma pessoa que tem ojeriza por uma suástica não vê problema em usar uma camiseta com a sigla CCCP – União das Repúblicas Socialistas Soviéticas em russo, algo que seria (me diz a Wikipedia) Союз Советских Социалистических Республик no original.

Eu mesmo tenho uma memória (nem um pouco negativa) das camisas de futebol da Seleção Soviética, como a do goleiro Lev Yashin, o Aranha Negra, ou do próprio capacete de Yuri Gagarin. E da estação espacial Mir — de novo, estou falando das questões afetivas, mas que são minhas e independem da realidade objetiva. E olha que eu sei faz tempo que os soviéticos eram da turma do prendo-e-arrebento.

Pé na estrada

2010 July 28
by almirdefreitas

As fotos abaixo fazem parte da exposição Beat Memories: The Photographs of Allen Ginsberg, aberta em maio na National Gallery of Art, em Washington. Entre os retratados pelo autor de Howl, em lugares que vão de Nova York a Zurique, estão Jack Kerouac, William Burroughs, Neal Cassady, Peter Orlovsky e Larry Rivers. Cada uma das fotos possui anotações a mão de Ginsberg – que, vez por outra, entregou a câmera aos amigos para sair bem na foto também. Se você não tiver a sorte de ir a Washington até 16 de setembro, quando a exposição se encerra, pode encomendar o catálogo por US$ 49.95.

Sempre a mesma coisa: clique em “I” para ler a legenda e em “FS” para ver a fotos em tela cheia.

O clube da luta de Jane Austen

2010 July 27
by almirdefreitas

Continuo sem compreender exatamente por que Jane Austen se tornou um dos ingredientes preferidos dos mashups — são vários os livros de terror combinados com seus romances (aqui), um deles transformado em quadrinhos (aqui) e em filme (aqui). Agora, circula no Youtube o vídeo Clube da Luta de Jane Austen, uma paródia que mistura personagens da obra dela e os filmes O Clube de Leitura Jane Austen (Robin Swicord, 2007) e, claro, O Clube da Luta (David Fincher, 1999).

Antiquário virtual

2010 July 26
by almirdefreitas

Nem só de futuro vivem as tecnologias digitais. Se o e-book se apropria das características de um suporte físico (o livro, com capa, folha de rosto e páginas) para tentar superá-lo, outros softwares caminham no sentido inverso. A ideia é recuperar as características antigas, do passado, numa lógica que não é utilitária: é apenas nostágica, naquela mescla de estética e afetividade que venho mencionando com certa frequência (aqui, aqui e aqui). É como se fossem fornecedores de antiquários virtuais, para quem não pode colecionar objetos físicos. O gosto pelo retrô e o vintage, contudo, é o mesmo.

Para iPod Touch, iPhone e iPad, a coleção de antiguidades é vasta. Na App Store, podem ser encontradas, por exemplo, máquinas de escrever  (no alto) como a miTypewriter para os todos os brinquedinhos (grátis na versão Lite para iPhone e US$ 0.99 para ambos).  Há também vários walkmans para tocar as músicas armazenadas no iPod e gravadores de fita cassete. Exemplos são o Thas’s My Jam (acima, à esq.) e o Retro Recorder (US$ 0.99 cada um) – este último, para memos e ditados, se gaba inclusive de gravar em mono. Não faltam também, obviamente, pick ups para “tocar” vinis, como o Gramophone (acima, à dir.), que custa US$ 0.99. Na versão 1.1, ele traz a “novidade” de reproduzir os ruídos e as imperfeições dos antigos aparelhos. Tudo em nome do realismo — ou da perfeita ilusão.

Mas há mais. Aplicativos de fotografia como o Shakelt (grátis na versão Lite e US$ 0.99) foram desenvolvidos não só para aplicar a luz de  uma polaroid  às fotografias tiradas digitalmente como também  para reproduzir a “revelação” da imagem, que vai surgindo aos poucos na tela (esse aí do lado sou eu, vadiando nas últimas férias). O dono do iPhone ou do iPod Touch também pode mesmo chacoalhar o aparelho para a foto ir aparecendo mais rapidamente, como antigamente. Outros programas, bem conhecidos, aplicam todos os tipos de filtros e imperfeições — fotos verdes, roxas, granuladas…

A lista é grande: há calculadoras, despertadores analógicos, telefones de discar, rádios… Para iPad, há até um aplicativo, o Jamboxx (abaixo, à esq.), que imita aquele som “portátil” (os boom boxes) que os camaradas grudavam na orelha e carregavam por aí atormentado os inocentes nos ônibus.

Imagino que, no futuro, quando os e-books multimídia tiverem dominado a face da Terra, alguém vai recuperar um e-reader mais pobrinho entres os atuais, juntando uns PDFs de capa, folha de rosto e páginas, imitando o objeto que, então, terá desaparecido. Ou não?

Walt Whitman facts and senses

2010 July 21
by almirdefreitas

Às vezes, nada parece fazer sentido. Por qualquer razão, um cara pagou para registrar o domínio www.waltwhitmanisbadass.com e abrigar o site com este nome, Walt Whitman is Bad Ass (aqui). Seria algo como Walt Whitman é “fera”, “durão”, um terror” — ou, para ser mais direto (e com o perdão da expressão), Walt Whitman é foda. Ou fodão. Na home, este video dos Simpsons serve de introdução para alguns Walt Whitman factscomo aqueles que descrevem os feitos valentões de Chuck Norris, do Capitão Nascimento e, mais recentemente, de Kaká pós-cartãozinho vermelho.

Descubro ainda que uma empresa desenvolveu um tosco aplicativo para iPhone com mais  algumas piadas (aqui) — e na pudica App Store da Apple sobram astericos todas as vezes em que se escreve a**. O dono da ideia também se mobilizou para criar a página Walt Whitman is Totaly Bad Ass no Facebook (aqui). O avatar é esse aí do lado. Até agora pouco, contava com 36 fãs — bem menos que este singelo blog. E quando finalmente leio os facts me convenço de que nada, desde o início, precisava fazer sentido. Nem este post. E, quem sabe, nem esta vida.

Alguns fatos:

1) Walt Whitman espirra relâmpagos e tosse trovões.

2) Walt Whitman não gosta de rabanetes.

3) Walt Whitman tem um sexto sentido que lhe diz quando os roedores estão irritados.

4) Nada assusta Walt Whitman… nem mesmo os coelhos.

5) Os dois primeiros “W” de WWW significam Walt Whitman. O terceiro “W” significa melancia [watermelon]. E é melhor você acreditar… Walt Whitman adora uma boa melancia.

O que é melhor que um Moleskine novo?

2010 July 20
by almirdefreitas

Um Moleskine usado — bem usado, claro. No mundo inteiro, ilustradores pintam e bordam (e recortam, colam, escrevem…) nos seus caderninhos. Muitos fotografam as páginas e as postam em sites como o Flickr. A galeria abaixo traz uns bons exemplos.

Como sempre, recomendo ver as fotos em tela cheia — para isso, clique no botão “FS” abaixo, à direita. Para ver a legenda, clique no ícone “I” no alto da caixa.

¿Y?

2010 July 19
by almirdefreitas


Pergunta de segunda-feira.

Descendo

2010 July 16
by almirdefreitas

O que eu mais gosto nesse cartum é como ele – caricaturalmente verticalizado – se aproveita do formato de navegação na web. Haja scroll. O autor é  Alexandre Venancio, que mantém o ótimo site Sem Orelha (aqui) com Lina Molina.

Bad words

2010 July 13
by almirdefreitas

Não é para puritanos nem para politicamente corretos. Está voltando às livrarias o Dicionário do Palavrão e Termos Afins, um clássico do folclorista Mário Souto Maior (Editora Leitura 216 págs., R$ 29,90). Numa leitura rápida, percebe-se que a maioria quase absoluta das 3 mil palavras e expressões listadas se referem a um universo limitadíssimo: pênis, vagina, cópula, homossexuais, prostitutas e mais um par de coisas.

Há doses razoáveis de escatologia, que ficam ainda mais engraçadas quando o verbete se esforça por traduzi-las numa linguagem neutra. Outras expressões, populares, chegam a ser geniais. Souto Maior identifica as regiões em que as expressões são usadas e dá referências literárias. Nos exemplos a seguir, limito-me aos significados. Vale comprar o livro para ver o pacote completo.

Anistiar um rebelde: Ato de praticar a pederastia passiva, na gíria militar.

BBC: Diz-se da mulher que faz amor pela boca (B), pela boceta (vagina, B) e pelo cu (ânus, C).

Bolsa de Valores: órgão sexual feminino.

Doutor alisando cresce: pênis.

Garapa de Mulher: esperma.

Jogar com duas bolas: copular.

Largar a chinela: Manter relações sexuais.

Onde as costas perdem o nome: nádegas.

Paletó com medo de peido: Paletó muito curto.

Último espirro: Diz-se de quem é pequeno, de baixa estatura, gerado pela última gota da ejaculação paterna.

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